Espetáculo “Cecília” une memória familiar, ficção e teatro de bonecos no Theatro José de Alencar

Escrito em 24/09/2026
Lucas Alexandre (@lucasalexandreator)

Primeiro solo teatral de Juliana Tavares parte de uma história familiar para abordar memória, protagonismo feminino e solitude; estreia acontece em 27 de setembro, com duas sessões


Foto: Breno de Lacerda

O Theatro José de Alencar, em Fortaleza, recebe no dia 27 de setembro o espetáculo “Cecília”, primeiro solo teatral da atriz fortalezense Juliana Tavares. Com duas sessões, às 18h e às 20h, no Palco Principal, a montagem combina elementos documentais e ficcionais ao teatro de bonecos para reconstruir a trajetória de uma personagem ligada à memória familiar da artista. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), com vendas pelo Sympla, e a apresentação contará com acessibilidade em Libras.

Livremente inspirada em uma história real, a dramaturgia parte da existência de Cecília Rosa de Aguiar, atriz portuguesa que teria morrido precocemente em 1746. Embora não existam documentos oficiais que comprovem sua presença histórica, a personagem permanece como uma espécie de memória ancestral da família materna de Juliana. Na ficção, Cecília escreve uma carta ainda em vida e deixa um pedido para que uma futura atriz descendente de sua família conte sua história e sua trajetória nos palcos.

A partir desse ponto, a atriz contemporânea passa a conviver com a presença de Cecília, representada por uma boneca-híbrida, enquanto desenvolve o espetáculo sobre a antepassada. A relação entre as duas personagens estabelece um diálogo entre passado e presente e coloca em cena questões relacionadas à memória, à construção da identidade, à condição da mulher como protagonista da própria história e à experiência da solitude.

A montagem também marca o aprofundamento de Juliana Tavares no Teatro de Bonecos, especialmente na técnica de manipulação com boneca-híbrida. A boneca que representa Cecília foi criada e confeccionada por Chico Henrique, da Trupe Motim, enquanto a direção é assinada por Ítalo Rui e Juliana Tavares. A dramaturgia é de Pricilla Conserva, a partir da concepção dramatúrgica de Juliana.

No palco, a proposta aproxima o trabalho da atriz da presença do boneco, criando uma relação entre o humano e o animado. A cenografia é desenvolvida por Ítalo Rui e Juliana Tavares, com produção de Ana Vitória Almeida. A montagem conta ainda com trilha sonora de Ayrton Pessoa Bob, figurino de Ruth Aragão, maquiagem de Lucy Aguiar e iluminação de Raí Santorini.

Com 50 minutos de duração e classificação indicativa de 12 anos, “Cecília” é uma realização e produção da Flutuante – criação, formação e produção cultural. A apresentação no Theatro José de Alencar integra o percurso de desenvolvimento do primeiro trabalho solo de Juliana Tavares e transforma uma memória familiar sem registros oficiais em matéria para a criação teatral.

Serviço

Espetáculo: “Cecília – com Juliana Tavares”
Quando: 27 de setembro de 2026, às 18h e 20h
Onde: Theatro José de Alencar (TJA), Palco Principal
Endereço: Rua Liberato Barroso, 525, Centro, Fortaleza-CE
Duração: 50 minutos
Classificação: 12 anos
Acessibilidade: apresentação com Libras
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
Vendas: Sympla
Mais informações: @flutuante.produtora

Ficha técnica:
Realização e Produção: Flutuante – criação, formação e produção cultural
Assistência de Produção: Bruna Pessoa (Tempo Aberto Produtora)
Direção: Ítalo Rui e Juliana Tavares
Elenco: Juliana Tavares
Cecília, criação e confecção da boneca: Chico Henrique (Trupe Motim)
Concepção dramatúrgica: Juliana Tavares
Dramaturgia: Pricilla Conserva
Trilha Sonora: Ayrton Pessoa Bob
Figurino: Ruth Aragão
Maquiagem: Lucy Aguiar
Iluminação: Raí Santorini
Cenografia: Ítalo Rui e Juliana Tavares, com produção de Ana Vitória Almeida
Fotos e vídeos de divulgação: Breno de Lacerda
Arte gráfica e identidade visual: Yule Bernardo
Interlocução Artística: Chico Henrique (Trupe Motim) e Maria Vitória
Assessoria de Imprensa: Joanice Sampaio
Acessibilidade (Libras): Sentidos Inclusos
Agradecimentos: Janaíle Soares e Mahara Soares (Trupe Motim), Lugar Incomum, Teatro Universitário Paschoal Carlos Magno e Escola Porto Iracema das Artes


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