Integrado ao Complexo Cultural Yolanda e Edson Queiroz, equipamento com capacidade para 1.580 espectadores promete ampliar a infraestrutura das artes cênicas e fortalecer a produção cultural cearense
Foto: Sian Engenharia
Fortaleza poderá ganhar aquele que será o maior teatro do Ceará em capacidade de público. Com 1.580 lugares, o equipamento integra o Complexo Cultural Yolanda e Edson Queiroz, empreendimento da Fundação Edson Queiroz em construção ao lado da Universidade de Fortaleza (Unifor), no terreno onde funcionou por décadas o antigo Centro de Convenções de Fortaleza. Segundo informações divulgadas pelo portal Márcia Travessoni, a primeira etapa do complexo tem previsão de entrega para o segundo semestre de 2026.
A nova sala de espetáculos desponta como um dos principais destaques do empreendimento e poderá representar um marco para as artes cênicas do estado. Em uma cidade que se consolidou como importante polo cultural do Nordeste, a ampliação da infraestrutura teatral abre perspectivas para a realização de produções de maior porte, além de fortalecer a circulação de espetáculos locais, nacionais e internacionais.
O teatro fará parte de um complexo cultural de aproximadamente 90 mil metros quadrados idealizado para reunir arte, educação, memória e inovação em um único espaço. O projeto presta homenagem a Yolanda e Edson Queiroz, nomes ligados ao desenvolvimento educacional, empresarial e cultural do Ceará. Para a presidente da Fundação Edson Queiroz, Lenise Queiroz Rocha, o equipamento nasce com o propósito de ampliar as oportunidades para artistas e públicos. “Ele nasce também com a vocação de garantir que o talento local encontre uma infraestrutura de padrão global para dialogar com o Brasil e o mundo”, afirmou.
Assinado pelo arquiteto cearense Luiz Deusdará, responsável por mais de mil projetos no Brasil e no exterior, o complexo será composto por três grandes edificações. O prédio dedicado às artes do espetáculo reunirá o teatro de 1.580 lugares, salas destinadas à dança, música e coral, além de auditórios, restaurante, áreas de convivência e estacionamento subterrâneo. A estrutura foi concebida para atender tanto à formação artística quanto à realização de apresentações de grande porte.
Foto: Marquete
Outro destaque será o museu, com mais de 9,6 mil metros quadrados de área construída. O espaço abrigará memorial, exposições permanentes e temporárias, acervo de obras raras, áreas de formação técnica e dez auditórios com capacidade para 150 pessoas cada. A proposta é ampliar o acesso da população à produção artística e ao patrimônio cultural, consolidando um novo centro de difusão cultural na capital cearense.
A terceira etapa prevê a construção de uma torre de 19 pavimentos voltada para atividades educacionais, culturais e corporativas. O edifício deverá abrigar ambientes para ensino presencial, híbrido e virtual, além do futuro Museu da Imprensa, espaços para locação e novos auditórios. Juntas, as três estruturas formarão um dos maiores equipamentos culturais já concebidos no Ceará.
Além da dimensão arquitetônica, o projeto pretende inovar na relação entre arte e cidade. Segundo Luiz Deusdará, as fachadas dos prédios voltados para a Avenida Washington Soares contarão com projeções mapeadas, permitindo que imagens de espetáculos, concertos, óperas e exposições sejam exibidas para quem circula pela região. A proposta busca levar a programação artística para além dos espaços internos e transformar o complexo em uma vitrine permanente da produção cultural.
Caso a capacidade anunciada seja confirmada, o novo equipamento colocará Fortaleza entre as cidades brasileiras com grandes salas dedicadas às artes do espetáculo. Para artistas, produtores e público, o complexo representa a possibilidade de uma nova fase para a cultura cearense, marcada pela ampliação dos espaços de criação, formação e apresentação artística.